domingo, 8 de junho de 2008

Diminuição da Biodiversidade

Desde 1961 até agora, o ser humano triplicou o uso dos recursos naturais da Terra provocando queda de 30% da biodiversidade mundial. Hoje, só há dois cenários possíveis: a sustentabilidade ou o colapso dos ecossistemas e, conseqüentemente, da humanidade. Por isso, o único meio de recuperar a capacidade do planeta é proteger e conservar os ecossistemas.
O diagnóstico do diretor do Instituto de Ecologia Política do Chile, Bernardo Reyes, foi apresentado nesta segunda-feira (19) no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. Até quinta-feira (21), o encontro contou com cerca de 1,7 mil pessoas de 20 nacionalidades em Foz do Iguaçu.
Para Jeff Price, do departamento de Ciências Geológicas e Ambientais da Universidade Estadual da Califórnia a questão que se coloca atualmente não é se a biodiversidade será afetada pelas mudanças climáticas, mas o quanto ela será afetada.
Embora reconheça o esforço de alguns países, questiona o que os gestores de unidades de conservação podem fazer para proteger suas áreas. De acordo com o ambientalista, falta informação básica, observação e monitorização de sistemas, infra-estrutura política, institucional e tecnológica, verba e priorização de áreas vulneráveis.
"Evitar a florestação, reflorestar áreas com espécies nativas, monitorizar as mudanças climáticas e como os ecossistemas lhes reagem são fatores importantes para ajustar as estratégias de conservação”.
adaptado de
Ambiente Brasil,
19/06/2007

FONTE: http://o-blog-verde.blogs.sapo.pt/data/rss?tag=cat%C3%A1str

Pulmões do Planeta


Um terço da superfície terrestre é coberta por florestas, que desempenham um papel fundamental na absorção de dióxido de carbono (CO2). Sem as árvores, caberia apenas aos oceanos a «regeneração» dos gases com efeito de estufa, desequilibrando fatalmente o clima. A importância das florestas como reservatórios de CO2 tem um efeito perverso: a desflorestação (a um ritmo de 25 hectares por minuto) levada a cabo pelo homem, através de queimadas, com o objetivo de abrir áreas agrícolas ou simplesmente de cortes industriais, envia todos esses gases novamente para a atmosfera. Estima-se que 30% da emissão anual de CO2 provenha da destruição de florestas. Mas não é apenas o clima que fica em risco. Estas áreas são riquíssimos ecossistemas: mais de dois terços das espécies terrestres vivem aqui. Apesar de ocuparem apenas 6% do planeta, albergam metade de todas as espécies conhecidas. Não admira, portanto, que a maioria dos animais em risco de extinção também viva nestes ecossistemas e que esteja em perigo precisamente por causa da desflorestação, que lhes destrói o habitat. Num contexto global, o grande objetivo é proteger a floresta virgem, que ocupa um quinto do total. E que está nas mãos, sobretudo, de três países: Rússia, Canadá e Brasil ­ «dono» da Amazónia. Em Portugal, a maior ameaça são os incêndios florestais um quarto dos fogos totais na Europa ocorrem no nosso país, por culpa de um clima cada vez mais quente e seco, sim, mas sobretudo devido ao caos que gere as nossas florestas (quase 90% retalhada em minifúndio e espalhada por milhares de pequenos proprietários).

FONTE: http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/blog/1710474-quanto-precisamos-das-florestas/